sexta-feira, 11 de maio de 2012


Funeral de Chuva

Dia brumal de negra tempestade,
Cúmulos, ecos, tristes ressonâncias...
A chuva geme em flentes dissonâncias,
Gemendo a soluçar, minha saudade...

Penumbras, sombras, turva claridade...
Pela janela, em minhas vigilâncias,
Vejo a passar nas lívidas distâncias,
O préstito da minha mocidade...

Memórias e mortalhas que me envolvem...
Meus dias langorosos se dissolvem...
Em brumas e fumaças e torpor...

Sombra de chuva, sombra fria e nua,
A chuva passa em préstito na rua,
Gemendo a soluçar a minha dor...

Derek Soares Castro
26/27 de Abril de 2012