segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Nossa Mocidade

À Minh'Amada por todos esses anos juntos

Lembra-te Amor, dos tempos tumulares,
Aqueles dias negros e marmóreos
Que andávamos naqueles prados flóreos,
Na solidão dos túmulos, milhares.

Lembra-te Amor, também d'outros lugares,
Daqueles nouteceres ilusórios,
Que ouvíamos os sinos merencórios
Do alto dos campanários, pelos ares.

E apenas as memórias nos ficaram...
Pois, desses tempos todos só restaram,
Saudades, nostalgias, tantos ais...

Guarda contigo todas as memórias,
Nossas sacrais, miríades d'histórias,
Que os tempos — Meu Amor — não trazem mais!


Derek Soares Castro


8 comentários:

  1. Bravo amigo,belo soneto do canto da lembrança e da saudade.
    Meu abraço.

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  2. lindo como todo poema dark, beijos e ótima noite

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  3. Meu caro amigo, não há como não se encantar com tão doloroso, porém belo cântico.
    Um fraterno abraço

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  4. Amigo, venho deixar um abraço e flores de admiração por tão sóbrio espaço.

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  5. caro amigo, quanta beleza nestes versos, os quais encantam-me sempre. Um abração.

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  6. muito bom vir te ler
    fico super emocionada


    abraços

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