Amor Aeternus
Nós que andávamos, no verdor dos anos,
À sombra de ciprestes e poentes,
Contemplando os funéreos oceanos,
E a solidão das sendas tão silentes;
Pelo destino e seus traçados planos,
Regamos as espirituais sementes,
Selando nossas almas nos arcanos
Da paixão entre os mármores jacentes.
E um dia, quando exânimes, calados,
Os nossos esqueletos abraçados
Forem dormir sonhando a mocidade,
Nestes mesmos caminhos que passamos,
Abrir-se-ão da terra os longos ramos,
De nosso amor florindo a eternidade.
Derek S. Castro
Maio 2026
*Ilustração feita por mim em 2016.
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