In Silentio
À meia-luz do claustro, no convento,
Das mãos em um rosário, entrelaçadas,
Absorta estava a freira em seu momento,
Em orações, em preces devotadas.
De joelhos sob os pés do monumento,
Rogava com as pálpebras fechadas.
Estava ali o Cristo macilento
Com as esguias mãos na cruz, pregadas.
Vinha-se da janela vagamente
Uma centelha frouxa e alvinitente,
Que a face do alto Cristo iluminava;
E dessa luz, então, se ver podia,
Que a freira em seu orar não percebia,
Que o Cristo, a sua face, contemplava.
Derek S. Castro
Julho de 2017
*Reescrito em Junho de 2025.

Caro Derek, novamente aqui depositando minha flores e minhas lágrimas. "In Silentio" é uma de tuas obras que me obriga a interromper o ruído desse mundo caótico para ouvir o que vem de dentro de tua alma de poeta. Ao ler teus versos, sinto-me transportado para o silêncio desse claustro, onde a oração deixa de ser apenas palavra e passa a ser presença.
ResponderExcluirPrezado Derek, agora comentando sob o espírito de Lírio das Almas. Esse poema "In Silentio" evoca uma atmosfera de profunda introspecção e espiritualidade, utilizando a penumbra do claustro para construir uma cena quase pictórica. Um verdadeiro quadro, uma pintura. Um fraterno abraço do teu admirador, Lídio.
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