sexta-feira, 8 de março de 2013


Decadência Primaveril

Na minha vida, quando as tenras flores
Da infância germinaram olorosas,
Encheram-me a alma as formas vaporosas
De todos as venturas e furores;

Ao coração —  jardim de pulcras rosas —
Deram-se as primaveras dos amores,
Emanações de férvidos ardores,
Eflúvios de ilusões esplendorosas!...

Vestida em vaga glória e magnitude,
A minha enaltecida juventude 
Tão cedo se turvou das claridades;

Ao coração, restou-me dessas flores,
Somente as murchas pétalas das dores,
E uma coroa negra de saudades!

Derek S. Castro
18/19 de Fevereiro de 2013

5 comentários:

  1. Magnífico, meu caro! Desde o título ao desfecho esplendoso!

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  2. Lindo Derek, você é um grande poeta. Parabéns!!

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  3. Entre as tuas mais belas obras. Muito belo!!!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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