quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(Catedral Metropolitana de Porto Alegre - Foto por Derek Soares Castro)

Lamentos de Bronze

Do prisco campanário, o brônzeo sino,
Novamente repica o seu lamento,
Em um réquiem tão triste e mofino,
Nesse Ângelus silente e macilento.

Que sonância! Que treno tão divino!
Que profundo e nostálgico memento!
Que fica soluçando sem destino
Enchendo d'ecos todo o firmamento.

Do campanário, longe, s'estremece...
Esse badalar tal qual uma prece,
Tilintando repleto d'aflição!

O meu peito é este prisco campanário,
Onde o meu coração tão solitário,
Badala a soluçar de solidão!

Derek Soares Castro


4 comentários:

  1. Gostei desse poema meio épico e bem sincronizada! Alias todos os poemas são lindos e a foto tá linda, amo arquitetura e essa igreja tá linda parecendo nos tempos medievais! beijos carinhosos

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  2. Que beleza de soneto meu amigo! Gosto muito dos decassilábicos heróicos, parabéns!!!

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  3. Estas badaladas que ecoam pela cidade e faz esta inspiração maravilhosa,como se badalassem em nossos corações.

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  4. Confesso-te que este eu não conhecia, mas o achei belíssimo, entre aqueles que eu os classifico de divinos. Um abração caro amigo.

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