sábado, 10 de setembro de 2011


Anne Says

Daquela última vez qu'eu vi teu rosto,
Numa expressão final, a face linda;
Do nosso último beijo eu sinto ainda
Aqui nos lábios meus aquele gosto.

Da tua boca, o lábio teu proposto,
Tem-me a escutar tão triste e trágica, inda,
Toda aquela palavra que não finda,
Aquele adeus que então me foi imposto.

Sob as chuvas daquele anoutecer,
Deixaste-me tão só, morto ao te ver,
Deixando o calafeto; os braços meus;

Todas as noutes, desde esse atro dia,
Escuto o lábio teu que me dizia
Sussurrando a chorar: — Adeus! Adeus!

Derek Soares Castro

4 comentários:

  1. São lindos seus versos, de uma leveza incrível, parabéns e continue versando.

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  2. lindo soneto meu mestre,falas de um amor, sutilmente, com a classe de um verdadeiro gênio.Sérgio.

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  3. A dor que se faz presente, que exala nesta melancolia,que dentro da poesia adquire um it perfeito para encantar.
    Belo trabalho Derek.
    Meu abraço.

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  4. Derek, estive por aqui aprendendo sempre com sua arte..Tua poesiainigualavel...Quanto talento, menino de ouro, quanto talento!!!! Folhinha

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