segunda-feira, 15 de agosto de 2011



Cerimonial

Nas pompas finais, quando tu partiste,
Vi-te dentro dum féretro, deitada;
E tu te ias num préstito, embalada,
Numa cadência tão muda e tão triste...

Descias pelos ventos mais celestes,
Deixando na minh'alma uma navalha.
Ao ver-te assim tão jovem na mortalha
De bordados, rendilhas, alvas vestes...

As tuas mãos, tão finas, tão esguias,
Eram mãos de adeus, eram mãos tão frias,
Presas por dois rosários muito antigos...

Adormecida em teu esquife, te ias...
Descendo as ruas ermas e sombrias,
Na soledade eterna dos jazigos!

Derek Soares Castro / Aarão Filho

7 comentários:

  1. Derek, meu caríssimo amigo, lendo este soneto aqui em seu blog,senti uma grande emoção em ser seu parceiro neste belo dueto... Obrigado, pela oportunidade! Um abraço.

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  2. Meu caro amigo, seus poemas são maravilhosos, este então divino, muito belo mesmo, PARABÉNS. SÉRGIO.

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  3. Parabéns aos envolvidos, linda obra!

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  4. É uma honra em ler versos tão belos
    cristalinos cheios de tinos
    imagens florecendo em minha alma

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  5. Olá, caríssimo Derek! O teu blog está muito bonito. Convido-te a também visitar o meu e se quiser seguir-me, fique à vontade... (risos) http://cirandadesonetos.blogspot.com
    Vou ser seguidor. Valeu!!!

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  6. Bonito o blog, Derek!
    Vc só merece elogios... e vou ficando repetitiva... Sonetos ímpares! Bj!
    (Apareça!)

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  7. Amo teu estilo, a tua marca única no campo da poesia! Abraços, Edir

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