domingo, 7 de agosto de 2011


Exéquias d'Aurora

De rendas vestalinas, sendilhadas,
Em diáfanos véus auroreais,
Caídos brandamente, sepulcrais,
Por sobre as alvas mãos frias, finadas...

Por melífluos matizes outonais,
Em contraste co'as sedas, bem bordadas,
Na plenitude dessas vãs caladas,
Passou todo o cortejo cheio d'ais!

No embalo duma marcha langorosa,
A passarada flébil e chorosa
Cantava a mais nostálgica balada;

A abóbada celeste no infinito,
Abriu-se no céu mais puro e bonito,
Levando a minha eterna, sempre amada!

Derek Soares Castro

2 comentários:

  1. Você é muito gentil. Aprecio teus sonetos.
    Bjs :)
    Natasha*

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  2. Olá Poeta! Vim te visitar e adorei, minha andança valeu. Obrigada pela visita lá no RL. Me avise de novos posts. Bjk Poética

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